Numa época em que partilha, like, comentário, tweet, entre outros são expressões inerentes à estratégia de comunicação das marcas, vamos analisar qual o valor da partilha. Será que podemos considerar que existem diferentes tipos de partilha?
A partilha, na sua origem significa o ato de dividir, repartir, distribuir, atualmente reforça a vertente emocional, como uma indicação de concordância, de defender o mesmo ponto de vista do tema, de promover a sua experiência com os outros.
A partilha faz atualmente parte do dia a dia da população ligada ao mundo online, como um ato simples e de interesse mutuo para o remetente e para o destinatário. A perspetiva positiva da partilha é também extensível às marcas. De acordo com o estudo Brandshare, desenvolvido pela Edelman, quando uma marca partilha as pessoas sentem-se mais propensas a experimentar, comprar ou recomendar.
O mesmo estudo revela que existem diferentes formas de partilha, esta não é equitativa uma vez que desperta ações e interesse diferentes. Assim, podemos definir que existem 6 tipos de partilha.
Partilhar diálogo
93% querem que as marcas ouçam e respondam de forma pensativa.
Os consumidores estão predispostos a cooperar com as marcas, dar sugestões, ouvir opiniões e fazer perguntas. As marcas devem estar predispostas a ouvir e responder adequadamente aos consumidores. A partilha de opiniões por vezes gera discordância, contudo isto é normal e não deve ser tido em conta como um diálogo comum dos utilizadores, mas sim como o início de um relacionamento compartilhado entre as marcas e os clientes.
Partilhar experiências
86% querem experiências para além do produto.
As experiências permitem atingir um patamar de partilha e relacionamento mais complexo e atrativo. Os consumidores atualmente não pretendem apenas utilizar os produtos, pretendem participar em ações que os liguem a atividades reais e online, experiências. Atualmente, nos mercados emergentes cresce o desafio de atingir as altas expectativas dos consumidores em relação às experiencias, enquanto nos mercados desenvolvidos cresce a necessidade de inovar e reagir com novas expectativas para surpreender e cativar o consumidor mais habituado a estas atividades.
Partilhar objetivos
91% das pessoas querem marcas para apoiar seus objetivos.
As pessoas têm objetivos que pretendem concretizar, contudo têm receios. As marcas devem apoiar os consumidores nesta concretização pessoal, questionando-os sobre as suas necessidades e preferências para depois apresentarem a solução. Esta necessidade acompanhamento sobressai em matérias mais desconhecidas e frágeis para o consumidor como os serviços financeiros e tecnológicos.
Partilhar valores
93% querem transparência sobre a forma como os produtos são feitos e de origem.
A transparência é um dos valores com uma importância crescente. As pessoas estão cada vez mais interessadas em recompensar as marcas que partilha a informação de forma transparente, agem localmente e têm interesse em desenvolver iniciativas sofistica localmente. Contudo esta informação deve ser partilhada para chegar ao consumidor.
Partilhar produtos
92% querem criar produtos em conjunto com as marcas.
A possibilidade de participar no processo de desenvolvimento de um novo produto é das atividades mais atrativas que uma marca pode proporcionar aos consumidores. A vontade do consumidor em partilhar a sua opinião, interesses e sugestões com a marca tem um valor único. Os consumidores querem sentir-se presentes e informados com total transparência sobre os produtos e a sua comparação com a concorrência.
Partilhar história
89% querem marcas de compartilhar sua história.
A história da marca, a sua origem, evolução e detalhes tem uma mística especial e sedutora para o consumidor. Esta dá vida e personalidade à marca, tona-a humana aos olhos do consumidor. O pedido de divulgação da história da marca não é explícito, mas este tem um elevado peso de partilha e de criação de laços com as pessoas para impulsionar a compra ou a recomendação da marca.
As marcas devem assim analisar os diferentes tipos de partilha e jogar com os naipes consoante os objetivos estratégicos que pretendem atingir. As emoções e as expectativas do consumidor estão presentes em todas as formas, mais ou menos vincadas, mas com o consumidor sempre disponível a participar na evolução da marca.