A banda sonora da vida é um facto, uma recordação, um momento, uma experiência está habitualmente associada a uma música que reaviva a memória. Como se de um filme se tratasse. Com a crescente tecnologia a música é transportada e atualizada a cada instante, mas onde prefere o consumidor ouvir música?
Já lá vão os tempos da clássica cassete ou do CD, atualmente a música assume um formato digital, sem recorrer sequer à instalação ou posse de ficheiros, é quase invisível. Com base nos dados da AYTM Market Resersh, face ao mercado do Reino Unido, publicado do eMarketer.com, vamos analisar os hábitos dos consumidores para ouvir música mobile, dados de dezembro de 2013.
Relativamente ao dispositivo mais utilizado, este é o Smartphone com 60,4% das respostas, dentro dos consumidores que têm este hábito, seguido pelo iPod/Mp3 Player com 47,8%, em terceiro lugar das respostas está o tablet com 24,1%. Estes dados revelam uma forte penetração dos novos dispositivos mobile, em substituição de aparelhos com funções específicas para a audição de música. O consumidor está cada vez mais a optar por um comportamento que concentra as várias ferramentas/aparelhos numa única opção.
Quando questionada a frequência com que ouvem música através de plataformas mobile, as respostas positivas compõem mais de 50% das respostas – 24,7% sempre e 26,5% às vezes. Os utilizadores que raramente optam por esta opção representam 19,2% dos questionados e a maior percentagem está naqueles que nunca a praticam com 30,5% das respostas.
Os dados do estudo revelam que a grande maioria dos consumidores inquiridos não paga por serviços premium de Apps mobile para ouvir música, 72,2% das respostas. O mercado de utilizadores que o faz é de cerca de ¼ do mercado, 12,6% utilizam múltiplos serviços e 15,5% utiliza um serviço com tais características. Contudo, cerca de 6 em cada 10 utilizadores que ouve musica em streeming, opta por fazê-lo através de plataformas gratuitas.
A utilização do smartphone e outros dispositivos mobile para ouvir música mobile é uma oportunidade para as marcas, principalmente se considerarmos públicos específicos que estão menos acessíveis à publicidade tradicional e que podem ser contactados através de plataformas específica, com uma segmentação pelos seus gostos e interesses. Esta requer uma estratégia focada nos temas mas relevantes para o consumidor final e uma criatividade adequada ao meio e ao momento em que a comunicação é transmitida, de forma a despertar o interesse e a captar a atenção do consumidor, criar música para os seus ouvidos.